segunda-feira, 21 de julho de 2008
A Carreira de Enfermagem!
Apesar de alguns de nós ainda não sermos formados, não quer dizer que não participemos activamente no nosso futuro e na nossa futura carreira.
Façam o favor de ler, e se concordarem, assinar.
Até mais.
domingo, 27 de abril de 2008
Tempo de reivindicar... pelo futuro

Como já demonstrei em posts anteriores, estou profundamente insatisfeito com o estado vegetativo que vigora na nossa classe, como no ensino da mesma. Felizmente, dia 5 de Maio pelas 16.30, nós, meros e incompreendidos alunos de enfermagem, iremos mostrar ao país, o nosso mais profundo desagrado sobre a lamacenta situação em que nos encontramos. Assim, foi desenvolvida uma acção reivindicativa na qual nós tentaremos sensibilizar os Governantes Civis e o Ministro do M. da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), mentes iluminadas e ocas, para as vergonhosas condições em que está a ser ministrado o Curso de Licenciatura em Enfermagem. Queremos frisar os seguintes pontos:
·Aumento abrupto do número de Instituições de Ensino e de estudantes de Enfermagem (os famosos cogumelos que brotam do chão)
·Incapacidade de resposta por parte do Ministério a nível de subsídios para as Instituições de Ensino (ainda estamos de tanga dizem)
·Escassez de locais de Ensino Clínico (que representa 50% do curso) perto das Instituições de Ensino, chegando a haver distâncias superiores a 100km:
Eu já disse que ainda vou fazer o meu EC de Obstetrícia para Badajoz, e os custos que isto acarta? Já pensaram nisto? Há aqui algo que falha, segundo consta "Todos os Portugueses têm direito à educação e à cultura, nos termos da Constituição da República".. mas vamos esclarecer.. são todos? ou todos os que possam pagar?
·Esforço economico-financeiro exigido nos Ensinos Clínicos (em acréscimo a todos os outros gastos: propinas elevadíssimas, aquisição de manuais e outros materiais essenciais) - Respondendo à questão anterior: provavelmente todos os que possam pagar…)
·Falta de Acção Social (subsídios para os Ensinos Clínicos, incapacidade de previsão de gastos, pouca flexibilidade das bolsas de estudos)
·Corte orçamental na área da educação e na área da saúde (dois pilares da sociedade, curioso…)
·Desemprego
É um facto, a nossa formação, a nossa vida profissional futura está a ser posta em causa! E não podemos deixar que isto aconteça!
Portanto, vai, decorrer uma acção de sensibilização no dia 5 de Maio, entre as 16h30 e as 19h, em frente ao Hospital Santa Maria, onde estará presente o Pólo Regional de Lisboa e Vale do Tejo (ou seja, NÓS!). Pretendemos fazer luto académico (traje ou roupa preta) e distribuir folhetos informativos com os tópicos do nosso descontentamento, conversando e sensibilizando as pessoas para a precariedade do estudante de Enfermagem.
Esta causa não é só minha, é de todos nós. Mais uma vez a união faz a força, e é o facto de estar o maior número possível de nós presente que vai fazer com que haja algum impacto com esta acção. Temos que causar impacto, o nosso futuro depende disso! E não só como estudantes, mas também como profissionais (no futuro). Não somos só nós que temos razões para estar descontentes, os enfermeiros propriamente ditos também têm: não se esqueçam da precariedade que há hoje em dia (viva os recibos verdes! e as leis que facilitam o despedimento sem razão aparente!).
APAREÇAM! MANIFESTEM-SE! NÃO DEIXEM PASSAR ISTO EM BRANCO! LUTEM PELOS VOSSOS DIREITOS!
Não podemos deixar que nos dêem más condições e inseguranças, tanto a nível da formação como a nível do emprego.
Se tiverem dúvidas, dirijam-se às vossas Associações de Estudantes, eles dar-vos-ão a informação que precisam!
E não se esqueçam: O futuro constrói-se hoje, não amanhã!
Ordem dos Enfermeiros alerta para problema de sustentabilidade do SNS

Esta situação é consequência da organização actual do SNS e necessita de rápida reformulação para garantir aos cidadãos cuidados mais eficazes e melhor equilíbrio entre qualidade e custo-efectividade de serviço nas organizações de saúde. Esta foi uma das principais conclusões do Almoço-Debate Comemorativo dos 10 Anos da Ordem dos Enfermeiros (OE).
“Cultural e estruturalmente, o SNS está centrado em Cuidados Hospitalares e os enfermeiros recém-licenciados encaram a actividade nos Cuidados de Saúde Primários como segunda escolha. É urgente alterar esta realidade e a concepção de que o profissional hospitalar é mais graduado do que o do Centro de Saúde”, defende Maria Augusta de Sousa.
O encontro contou com a presença da Enfermeira Maria Augusta de Sousa, Bastonária da OE, Dra. Maria de Belém, Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Professor Constantino Sakelarides, Director da Escola Nacional de Saúde Pública, e Dr. Jorge Varanda, do Grupo de Saúde do PSD.
O plano de actividades da OE para o triénio 2008/2011 reflecte a leitura do actual quadro global em que se insere a Enfermagem Portuguesa e define 10 Compromissos para reforçar a importância dos profissionais no Sistema de Saúde nacional.
A reforma em curso no sector da Saúde, novo Modelo de Desenvolvimento Profissional decidido pelos enfermeiros, empenho e contributo na melhoria contínua dos cuidados de Saúde e de Enfermagem, e compromisso ético e deontológico com os cidadãos e com a profissão, são os quatro grandes temas e áreas de intervenção qualificada da OE nas várias componentes da gestão no contexto do Sistema de Saúde.
A Ordem dos Enfermeiros foi constituída em 1998 e tem como objectivo regular e controlar o exercício da profissão. Tem como competências a preparação dos regulamentos internos necessários ao funcionamento da OE; promover a inscrição dos enfermeiros; preparar os actos eleitorais para os órgãos nacionais e regionais; realizar os actos necessários à instalação e normal funcionamento da OE; conferir posse ao bastonário que for eleito e prestar contas do mandato exercido. Actualmente conta com cerca de 50 mil enfermeiros inscritos.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Qual o rumo da enfermagem?
Qual o rumo que a profissão vai tomar?
![]()
É esta a questão que tem sondado cada enfermeiro ou estudante de enfermagem que esteja minimamente interessado na profissão (ainda há os que não o estão!). Para chegar à resposta, necessito de expor o que levou ao estado actual da nossa futura profissão. A enfermagem teve o seu ponto alto durante a década de noventa, graças a muito esforço e a anos e anos de luta para que as competências desta arte-ciência fossem definidas e conseguidas. Assim, os profissionais desta área eram muito procurados na época, devido ao seu déficit numerário, além de que em certas condições era uma profissão muito bem remonerada. E é aqui que surgem duas questões: a criação de inúmeras escolas privadas e o duplo e, por vezes, triplo emprego.
Obviamente, a procura de profissionais de enfermagem era muita, o que foi uma oportunidade de negócio para muitos. Criaram-se inúmeras escolas de enfermagem privadas, com inúmeras vagas (o que levou a um certo “overflow” de licenciados a sair para o mercado de trabalho por ano). Ainda hoje são abertas mais vagas para as escolas de enfermagem, quando assistimos a uma incrível precariedade de emprego. Não tendo nada contra as escolas privadas, devo admitir que é um número excessivo tanto de escolas, como de alunos (!),e aqui temos que atribuir culpas ao Ministério da ciência, tecnologia e ensino superior e à nossa estimada Ordem, que permitiram que as ditas escolas privadas brotassem como cogumelos.
Por outro lado, não podemos deixar de analisar o fenómeno do duplo emprego. É o que faz com que o enfermeiro tenha uma remuneração mais elevadas, e é o fenómeno causador ou, pelo menos, propulsionador de vários dos problemas existentes na profissão de enfermagem. Primeiramente, podemos notar que um enfermeiro que faz turnos duplos (ou triplos até!) não é capaz de prestar os melhores cuidados de enfermagem à pessoa, à família ou à comunidade; há um certo desleixe (certamente derivado do cansaço excessivo ao qual se auto-submetem) por parte dos enfermeiros que praticam este tipo de actividade. Assistimos à transformação de muitos enfermeiros em meros seres técnicos quando a arte da enfermagem é tão mais do que apenas técnicas. E o que acontece às competências definidas pelo REPE? Desaparecem? Talvez não, mas é um facto que muitas delas são delegadas por nós a outros. Então se as nossas competências são delegadas a outros, se fazemos apenas 30% do que seria suposto, se temos tempo para fazer turnos duplos, para que é que são necessários 15 enfermeiros num serviço? Exacto, não são! Deveriam ser, mas infelizmente pagar 7 ordenados em vez de 15 serve muito bem à entidade patronal. E assim, apesar de serem necessários 30000 mil enfermeiros (segundo a nossa estimada Ordem) assistimos a esta precariedade de emprego, a esta falta constante de emprego, entre outras coisas.
Não é um bom rumo a seguir, estamos a assistir à produção em massa de enfermeiros (quase como uma linha de montagem do modelo de Ford!), à enorme precariedade no emprego, e à constante perda de competências da enfermagem para outros profissionais. Estamos a ser desmembrados e a culpa é nossa! Cabe-nos a nós mudar esta situação o mais depressa possível, porque o futuro é amanhã mas tem que ser construído hoje. Temos que nos unir para conseguir verncer esta batalha! Porque (e agora respondendo à pergunta que pus no início), ou lutamos ou dentro de 50 anos a profissão de enfermagem estará total e completamente extinta..Espero que tenham gostado e não se esqueçam deixem a vossa opinião!
Saudaçoes a todos
sábado, 26 de janeiro de 2008
Enfermagem - a singularidade de uma profissão
Penso que na base de uma qualquer resposta a estas questões deverá constar, necessariamente, a formação do enfermeiro que, aliada à proximidade na prestação de cuidados que a profissão de enfermagem exige, acaba por se assumir como ponto de partida (ou núcleo) nesta reflexão.
A formação dos profissionais de enfermagem incide fortemente na pessoa enquanto um todo biológico, psicológico, sociocultural... Os enfermeiros aprendem assim a olhar cada pessoa enquanto ser único e com necessidades próprias, dedicando-se à prestação de cuidados individualizados, que partem de uma observação atenta e constante. Isto, em conciliação com os conhecimentos anatomo-fisiológicos, patológicos, farmacológicos, técnicos, etc., acaba por conferir uma bagagem que faz desta uma profissão singular e, em muitos aspectos, privilegiada.
Para além dos conhecimentos científicos, resultado da formação contínua, que permitem ao enfermeiro agir sempre com conhecimento de causa, a filosofa de actuação em enfermagem assenta fortemente na humanização dos cuidados. Nesta ordem de pensamentos, para o enfermeiro qualquer actuação vai para além do “tratar”. Passa por ouvir, compreender, acompanhar, cuidar... O centro de todo o processo será algo mais que uma doença (ou problema), focando-se na PESSOA com necessidade de cuidados específicos a fim de alcançar o máximo de bem-estar.
Sumariamente, não diria que os enfermeiros tratam ou executam, diria antes que os enfermeiros cuidam... e mesmo nas “alturas em que a ciência médica nada mais tem para oferecer a um doente... este é o momento “único” em que os enfermeiros têm tudo para oferecer: conforto, compaixão, atenção, compreensão e empatia” (1).
(1) HAMMERSCHMIDT, Rosalie; MEADOR, CIiftin K. (2001) – O Pequeno Livro de Regras do Enfermeiro. Lusodidacta. ISBN 972-95399-6-0. p. 347.

Aqui fica uma visão sobre a Enfermagem, bastante pessoal é certo, pelo que haverão concerteza várias outras opiniões concordantes ou discordantes... que serão bem-vindas neste espaço de partilha e reflexão...
Cumprimentos... até ao próximo post.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Processo de Bolonha: qual o futuro da Enfermagem?

Outra das inovações é a introdução de um sistema de créditos académicos (ECTS - European Credit Transfer System), que são não apenas transferíveis, mas também acumuláveis, independentemente do estabelecimento de ensino frequentado e do país de localização do mesmo. Como exemplo, um semestre = 30 créditos ECTS, 2 semestres = 60 ECTS, e assim sucessivamente. Ou seja, licenciaturas entre 180 e 240 créditos ECTS, e mestrados entre 90 e 120 créditos ECTS.
- o processo de formação deixa de estar centrado no ensino e passa a estar centrado na aprendizagem, ou seja, no aluno e a carga de trabalho dos alunos neste sistema consiste no tempo necessário para completar todas as actividades de aprendizagem planeadas: aulas teóricas, seminários, estudo individual, preparação de projectos, exames, etc.;
- o papel do professor vai além do espaço físico da sala de aula e passa a desempenhar funções de orientador, de apoio e de suporte;
- as áreas das instituições tais como bibliotecas, laboratórios, etc. são considerados espaços de aprendizagem;
http://www.ordemenfermeiros.pt/images/contents/uploaded/File/sededestaques/LeiBases_Maio06.pdf - que temos que ter o 2º ciclo para podermos exercer a nossa actividade profissional.